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esquizoanálise e psicanálise

Sabe aquele aspecto da sua vida que te faz sentir julgada, inadequada, invalidada? Seja por você mesma, pelas vozes da sua cabeça ou pelos outros. Sabe aquele medo de falar disso?

É exatamente aí que uma análise entra. Criando as condições de possibilidade para que, no seu próprio tempo, seja possível dar nome a isso que te parece intolerável, insuportável, impossível.

Pode até parecer que você já esgotou esse tipo de assunto que não para de rodar dentro. Mas racionalizar não equivale a falar, muito menos falar isso para um outro.

Conseguir falar algo da ordem do indizível para um outro é um ato de coragem. Mais do que isso, trata-se da possibilidade de criar um fora. Um fora das certezas, das idealizações, do conhecido.

Dizer é dar um lugar, é conferir um estatuto de validade. Talvez, o primeiro passo para “deixar isso pra lá” e efetivamente transformar seja falar e se sentir ouvida por um outro.

 

Aposto no processo analítico como uma cartografia aberta, inventada momento a momento no plano de ressonâncias criado entre o analista e o analisando.  

 

 Não se trata de interpretar o que um sintoma significa ocultamente, mas investigar como ele funciona e como pode ser usado para criar novas saídas na vida.  O foco muda da cura de uma patologia para a produção de uma singularidade, ou seja, a conversão de um mal-estar em uma potência de ação criadora.

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